macia meretriz, hábil na língua das serpentes
mau-cria malévola, veneno escorre dos dentes
talvez, à primeira vez cause insensatez
escamas reptilianas brotam de sua tez
silvo, sibila, é simples som soturno
o som da morte: do fim do que há de bom no mundo
envenenado, caído ao teu lado
morto, paralisado, pronto par ser esmagado
por diversas voltas me sinto sufocado
cessa o coração de bater. Prestes a ser devorado
horror nos meus olhos, visão onde muitos jazem
o céu da boca fecha, as portas do inferno abrem
me mostra o caminho beatriz,
não termina essa rima com palavra feliz?
pena de morte, sofrimento, enforcamento, injeção letal
qualquer outra morte seria pra mim natural
nada pode ser tão terrível, nada contém tanto sofrimento
a não ser, claro, pequenos caixões entregues ao relento
atire na minha cabeça antes que eu enlouqueça
não poupe munição, não deixe que meu corpo arrefeça
:( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :(
Nota de André, o escritor: uia, de onde eu tirei isso?
Nota de Atila, André é uma das personalidades do meu transtorno bipolar.\

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