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o outro.

domingo, 24 de abril de 2011

amor morto

eu lembro muito bem o dia em que o meu coração parou de bater. Foi num diálogo em que eu dizia, numa manhã fria, te amo tanto que não consigo viver. A resposta foi ceifeira, esquece essa besteira, amor desse jeito não posso corresponder. O calor abandonou meu corpo, hoje vivo morto e minha carne quer apodrecer. Meus pés quebram gravetos, acordo esqueletos, juntos vemos o sol nascer. Aqui estou entre amigos, vários corações malditos proferindo maldições. Aqui não há luz, não há nada, só almas penadas carregadas de ilusões. Então, escute a voz de um zumbi sábio, se um dia sentir um calafrio, sou eu beijando teu lábio. Quando sentir o vento no cabelo, é minha mão acariciando teu velo.

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