As nuvens são engraçadas. Agora pouco jurei ver elefantes, na verdade, duas manadas. Eles pareciam gigantes correndo em disparada. Não, olhando bem, não parecem paquidermes. Apenas um cachorro perdido procurando o dono. No seu latido dava pra ouvir o blues do abandono. Olha, lá vem uma ovelha de algodão. Fofa e linda, tem o gosto do anseio. Tão alta que posso pegar com a mão. Tão macia quanto teu seio. Ah, essas nuvens, vivem nos pregando devaneios. Por um momento achei ter visto a mulher que amei, mas o vento mostrou ser a espada justa de um rei. Aí vem outra. Alva e boba. Deixando o azul ainda mais exuberante. Repare quem vem dançando, nosso estimado elefante elegante.
Não deixe de olhar para as nuvens. É nelas que está a entrada para o céu. Não o paraíso, mas um mundo ainda mais lindo. Onde ficam as cordilheiras de mel e os bosques de amor verdejante. Ame, seja tolerante, beije beijos trovejantes, abrace seu amor como nunca antes. Mas quando o entardecer chegar, deixe a revoada de pássaros te levar. Porque é no céu de brigadeiro que a gente encontra o amor verdadeiro e não num sonho irreal. Afinal, tal qual os cumulus nimbus o amor nos tira do limbo. Nos faz levitar. Viu, se eu que sou cético não dúvido, porque você acha tão difícil de acreditar?

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